quinta-feira, 2 de setembro de 2010

31.08.2010

“Quando setembro vier. De tão azul o céu parecerá pintado.” (Caio F.)

Quando setembro chegar. Cheguem também as inspirações. Inspirações bonitas. Inspirações bobas. Simples que sejam. Cheguem também as vontades. A vontade maior de ser eu mesma. Quando setembro chegar. Cheguem também os raios de sol me iluminando. Iluminando os cantos dentro de mim apagados e escuros desde que me afastei de você, de mim, de nós. Cheguem também inúmeras paixões, daquelas que tiram o sono, o ar, a paz e o riso tolo. Daquelas paixões que me inspiram a escrever e a viver por meses ou anos ou até mesmo um único dia. Quando setembro chegar. Cheguem também os risos ao lado dos bons amigos – dos eternos amigos -. Cheguem também as lágrimas pela saudade que sinto de tudo que não posso recuperar. Lágrimas de felicidade por todos os momentos bons que vivi até hoje. Lágrimas pelos momentos ruins que só me deixaram mais forte. Quando setembro chegar. Cheguem também as lembranças por todas as paixões que deixei pra trás. Por todos os amores que eu julguei eternos – antes de você – e que hoje já mal me lembro. Cheguem também as possibilidades de viajar para longe, para perto, de simplesmente andar algumas quadras e encontrar quem me faça bem. Cheguem também as esperanças pra que eu não desista. Cheguem ao fim os invernos dentro dos corações desacreditados do amor. Quando setembro chegar que eu seja ainda mais alegre e que não fique em mim a sensação de uns agostos por dentro. Que eu possa ser somente o que sinto quando setembro chegar. Quando setembro chegar.


Ao som de No surprises - Radiohead

(Camila Aguilera)

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