sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alguns e outros dias.

De repente o vazio. E todos os sentimentos do mundo. O nada que preenche. O mundo embaralhado. Embaçado. O coração. Existe uma paz que não encontro. Existe a vontade de fugir. Nítida. O caderno. Palavras que fazem sentido. Frases desconexas. Remendos. O mundo que não me pertence. O tempo que escorre. As mãos que tentam segurar. A mente que relembra o passado. Os pés que correm para lugar algum. A pouca dor. O sufoco. As lágrimas. Os papéis molhados. A estrada. O lugar que nunca se avista. O relógio. Desencontros. O amor. A vida. As pessoas. Os corações que amam. A razão. O sol que hoje se esconde. A chuva que cai. O barulho do trovão. O velho medo de criança. A casa. A família. O porto que não é. As raízes criadas. Os amigos feitos. A vontade de ir. Ir para longe. Ninguém do outro lado. O telefone. A angustia. Querer ouvir uma voz. Querer alguém. Dizer eu te amo. Os sons. As músicas que fazem lembrar. Lembrar de um tempo atrás. O pensamento de que já fui feliz. Mais feliz. Conforme a vida passa. Será o passado parte do contentamento? O presente tão incerto quanto o futuro. O que faz sentido. Perdão. Liberdade. Encontros. Tudo que inspira. As ruas. As pessoas. Os sentimentos. Os olhares. Silencio. Eu.


(Camila Aguilera)