sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Caio Fernando Abreu ou simplesmente Caio F.

Por Camila Aguilera





Hoje eu queria te encontrar. De repente te encontrar andando pela Liberdade ou até mesmo sentado numa mesa de bar qualquer, bebendo um chopp ou um uísque – tanto faz -. Queria te encontrar fumando um cigarro e escrevendo qualquer coisa em um guardanapo. Lindo seria te encontrar e você me sorrir com girassóis ou morangos nas mãos. Mas hoje gostaria realmente de te encontrar e contar minhas histórias. Ouvir as suas. Sorrir junto.


'Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Por que nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo “clima”, certa “preparação”. Certa “grandeza”.' Caio Fernando em Memória de Lilian