terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Novembro de dois mil e dez

A chuva cai lá fora, mas são raras as vezes em que você sai e a sente cair. Você olha no espelho e ainda enxerga os velhos olhos infantis, mas sabe que é cada vez mais necessário amadurecer. Você olha ao redor e pede em silêncio pra não perder por completo a inocência e todas as coisas bobas que se sente somente quando se é criança. O trovão vem e você percebe que seu medo ainda é o mesmo. Diferentes são os planos. Alguns planos. Existem aqueles sonhos que você nem se lembra mais. Você ainda vive em busca daquilo que chamam de amor. Você o encontra e o perde em questão de segundos. Você vive o amor sozinho. Você sabe que seria muito mais fácil se a vida fosse esse enredo que se vê em novelas e filmes, mas a vida é real. Essa tal de vida real. São vinte e um anos. Ou seriam agora quarenta? Os amigos são os mesmos. Os amigos estão longe. A parede do quarto mudou tem pouco tempo. Poucas são as musicas que você ouve após tantos anos. Letras românticas continuam te encantando e te fazendo lembrar e te fazendo chorar de vez em quando. O suor quase escorre pelo calor, mas os dentes poderiam se chocar pelo frio. Você continua acreditando que o amor é importante em todos os lugares e momentos ou ao menos é assim que deveria ser. Mas é apenas uma chuva lá fora. Uma chuva que você não sente.


Por Camila Aguilera