sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUANDO SE FAZ NECESSÁRIO ESCREVER



Escrito em 19 de janeiro de 2011.

Escrevo porque quero te encontrar. Ontem, hoje e ou qualquer outro dia que seja. Afinal os dias se tornaram diferentes desde o momento em que simplesmente percebi que quero te encontrar. Acredite. Eu quero muito te encontrar hoje em qualquer lugar que seja. Eu. Você. O susto pelo inesperado. E então um sorriso meu. Um sorriso seu. E tão logo um pedido meu pra que você fique pra conversar. Um pedido meu e então você fica. Por consideração. Por curiosidade em saber o que eu tenho a dizer. Por pura vontade de conversar comigo. Sobre qualquer coisa. Como se a companhia fosse suficiente. E pouco importasse as palavras. As palavras que ficariam perdidas em meio aos meus longos silêncios. Eu só queria te encontrar. Eu só quero te encontrar ao acaso. Em qualquer uma dessas boas barracas com sucos de laranja. Ou. Uma loja de chocolates talvez? Ou até mesmo um bar. Nós e o bar e todas as outras pessoas como se não existissem porque é o nosso encontro, é o nosso momento. A mesa de um bar qualquer e nós. O leve cheiro de cigarro no ar e nós. E então eu tomaria qualquer coisa que me inspirasse a falar – ou seria você a própria inspiração pra tudo que eu quero falar fazer e ser? -. Eu quero te encontrar pra dizer. Pra demonstrar. Pra descomplicar nossas vidas. Eu quero te encontrar e não falar sobre paixões. Eu quero te encontrar e falar sobre o gostar, pois me parece tão mais calmo e ideal agora. Eu quero você mais perto. Eu quero ouvir as minhas – e as suas – músicas e então torna-las nossas. Eu quero um jogo de Poker. Eu quero inventar um romance. Eu quero torná-lo real. Eu quero uma foto nossa pra enquadrar depois. Quero aquela dose de vodca de baunilha com coca-cola. Quero você aqui. Eu quero estar aí. Agora. Nesse momento. O mais logo possível. Quero ouvir seus planos. Quero alterar os meus. Eu quero te encontrar porque preciso simplesmente olhar em seus olhos e ver o que significa.

Por Camila Aguilera