quinta-feira, 26 de maio de 2011

27.05.2011

O meu chapéu permanece aqui e eu não sei o que faria sem ele.

Costumo passar meus dias acompanhada dele sejam esses chuvosos ou ensolarados. Costumo viver minhas paixões ao seu lado sejam elas passageiras ou tão eternas que durem até a semana que vem.

O meu chapéu tem sentimentos e não digam que estou enlouquecendo.

Já o vi quase chorar quando minha cachorra partiu, mas ele apenas cobriu o meu rosto. Já o vi sorrindo – bom, não era bem um sorriso, mas um riso mesmo – quando crianças o pegaram e o jogaram pra mais perto do céu.

O meu chapéu permanece ali e eu não sei como posso.

Nos últimos dias o deixei de lado. Não quis tocá-lo e muito menos carrega-lo comigo. E mesmo que me olhasse com olhos de piedade me fiz de difícil. E mesmo que esbarrasse nele sem querer, continuei irredutível. Ele simplesmente não andava combinando com roupa nenhuma.

O meu chapéu vai comigo em todos os lugares e.

Mesmo nesses dias em que me recuso a pega-lo o sinto por perto. Acho que ele gosta de sentir as gotas da chuva molhando nós dois. Tenho quase certeza de que ele gosta desse sol meio morno que faz agora e que não queima os neurônios. Tenho convicção de que assim como eu ele prefere os dias frios.

O meu chapéu continuará comigo apesar de.

Porque eu sei que não sobrevivo sem ele. E talvez ele também não sobreviva sem mim. Sei que ele vai comigo para ouvir todos os barulhos por mais ensurdecedores que sejam. Sei que ele me espera pra eu desabafar em silêncios. Tenho certeza de que ele conta comigo pra ver-saber-provar-sentir todas as sensações e sentimentos que pensa não poder sentir.

O meu chapéu é eterno.

...

Esse é o meu chapéu e esse é o chapéu do Thi.

0 comentário(s):