quarta-feira, 22 de junho de 2011

22.06.2011

[quando começar o frio dentro de nós]


Espero não me deixar vencer por dias como estes e abrir todas as portas e janelas e ver o sol que talvez não aqueça, mas ao menos ilumina. E então me lembrar de coisas que me tragam um mínimo de serenidade e vontade de continuar.


[tudo em volta parece tão quieto]


O silêncio que fica nesse quarto escuro após nossos telefonemas. Algumas vezes eu ainda tenho alguns e outros assuntos pra te contar, mas silencio. Em outras quero apenas o barulho da sua respiração pra me acalmar os pensamentos e outra vez me aquieto.


[tudo em volta não parece perto, toda volta parece o mais certo]


E percebo que já não me perturba a sua ausência. Vou a quase todos os lugares possíveis. Dou meus passos em direção ao futuro, mas vez ou outra eu ainda paro pra te acolher nos braços. Conheço novas pessoas e sinto sua falta. E digo que te amo, mas sigo em frente porque já não há mais tempo para permanecer esperando.


[certo é estar perto sem estar]


Assim como estamos. Dessa maneira como nos encontramos nesses dias tão confusos. Enquanto tento te confortar e esqueço dos meus problemas. E te abraço na esperança de que você fique bem e eu veja seus olhos brilharem tanto quanto seu sorriso.


[perto de você, sou tão perto de você]


E de certa forma uma parte do que sou será sempre sua. Enquanto busco novos sentidos e caminhos. Enquanto toco seu rosto uma última vez e te beijo a face. E então te guardo no meu canto maior e me permito amar um pouco mais.


[...]


Por Camila Aguilera


[Trechos de Perto de você - O Teatro Mágico]

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