quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Somos todos iguais, braços dados ou não

Orgulho Gay. Orgulho Hétero. Daqui a pouco Orgulho Branco. Orgulho Preto. Orgulho Nazista. Por que não?
Não estou entendendo, Brasil. Qual o motivo pra tanto orgulho? Sou gay. Sou heterossexual. Branco. Preto. Homem. Mulher. Católico, evangélico ou espírita.
Os seres humanos se esquecendo que são apenas seres humanos. Se esquecendo de que independente da religião ou da não religião, da raça, da condição sexual são e serão sempre nada mais do que seres humanos. Pessoas que nascem, crescem, erram, amadurecem. Amadurecem? Pessoas que escolhem um tipo de roupa diferente do seu, que gostam de um estilo de música diferente do seu, que preferem homens, que preferem mulheres, que rezam, que oram.
Qual a dificuldade em aprender a respeitar as diferenças?
Qual o problema em ser diferente?
O que muda na sua vida se seu vizinho resolveu se casar com o fulano do outro quarteirão?
Eu espero de verdade que essas pessoas que dizem que a comunidade LGBT é pecadora nunca tenham feito sexo fora – ou antes – do casamento, não tenham corrompido crianças, não sejam gananciosos, não tenham simplesmente sentado em cima do próprio pecado e ficando falando sobre a vida de pessoas que nunca lhe fizeram mal algum.
Enquanto vocês ficam lutando por dias pra comemorar orgulhos imbecis, políticos continuam roubando e deixando boa parte da população – homossexual ou não – na miséria.
Tenha orgulho por ser uma pessoa de bem independente dessa porcaria toda que andam nos rotulando de uns tempos pra cá. Tenha orgulho por votar em algum político decente – se é que ainda existe algum – e se lembrar depois dois ou três anos. Tenha orgulho em fazer algo bom para o próximo.
Esqueça as diferenças ou no caso aprenda a conviver com elas, converse, conheça, estenda a mão.
Tenha orgulho em aprender a respeitar e ser alguém de bem independente de qualquer rótulo.


Por Camila Aguilera

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