terça-feira, 20 de setembro de 2011

21 de setembro de 2011

Amanhecerá primavera, meu amigo. Os ventos continuam fortes apesar de já ser setembro. Os ventos continuam tentando arrastar tudo de mal para longe. E por mais que ainda reste um mínimo de frio, a gente sabe que dentro dos próximos dias o sol fará a sua parte. Resta a mim e a você permitir que o futuro esquente também nossos corações. Porque é no verão que as pessoas não suportam a solidão e já não há mais tempo para tanto sofrimento, afinal o verão está quase aí e o final de ano também se aproxima. Sorrimos pelo simples motivo de que por mais um ano passamos ilesos, embora não saibamos pelo o que. Quando você percebe já está desejando que o próximo ano seja melhor. Ou um pouco melhor que seja. Eu quero um pouco mais de ânimo porque tem dias. Ah, tem dias que doem tanto. Tanto! E somos obrigados a suportar, a tolerar, a sobreviver. Esperança. Fé. Amor. Não adianta, sempre precisamos desses três sentimentos. Ou apenas achamos que precisamos deles. Quanto amor desperdiçado. Quanto amor, meu amigo. Só que ano que vem é par e eu quero a dois. Dois tons. Dois sons. Um bom domingo e alguém que me traga paz. Porque a guerra eu mesma crio e você sabe que crio bem demais. Nós dois criamos. E sofremos antecipadamente e depois e depois. Depois. Fique por perto, mas deixe que eu mesma me cuide. Permita que eu mesma crie os meus romances. Contos de fada não contam. Deixa que eu mesma construa o meu próprio ser. Não me julgue. Eu não te julgarei. Esqueça esses ciúmes e me ensine como esquecer os meus erros. A primavera está aqui com suas flores. A primavera há de ter cores. Sentimentos bons. Ruins também. Nós dois estamos sempre (sobre) vivendo. Há de ter vida nova surgindo. Não quero ter medo de sentir. Esqueça tudo. Quero apenas aquela viagem que eu sei o destino, mas não tenho certeza sobre o que está escrito. Eu ando precisando que Deus me permita acreditar de novo que posso amar. Quero de novo aquele sentimento que sinto falta. Não deixe que eu me perca. Peço humildemente que não permita que eu me perca de você. Não me substitua. Não te substituirei. Somos estranhos e lindos juntos. Acreditamos que somos boas pessoas e isso basta. Esqueça todas as outras pessoas. Nós não precisamos de ninguém. Nós mesmos nos esmagamos. Há de ter flores. Há de fazer um calor terrível dentro dos próximos meses. A pele há de esquentar. O coração há de esquentar. Um amor. Muita esperança. Uma boa dose de fé. Esses ventos continuarão levando tudo que não nos faz bem, menos nós mesmos. O inverno chegará o mais breve porque é assim que desejamos. Seremos eternos porque merecemos. Não chore, meu amigo. Enxugue minhas lágrimas. Dê-me um abraço e uma frase que me faça ter certeza de que nunca estaremos mais distantes do que já estamos. Porque eu confio no que você diz. Porque eu não confio na minha solidão. E eu nunca sei o que devo ser. Nunca sei o que sou ou o que somos. Sei do que sinto e isso – nem sempre – me basta.

Com - ou sem - amor,

Camila Aguilera.

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