sábado, 11 de fevereiro de 2012

O AMOR EM TEMPOS DE CARNAVAL




É apenas mais um sábado de fevereiro. E enquanto todos esperam – ou fingem que esperam – alguma coisa de um sábado à noite, eu simplesmente percebo que hoje não passa de um dia normal.  Ou não tão normal assim. Separei alguns livros para ler. Estou ouvindo Moves Like Jagger e ao invés de pensar em sair pra dançar logo mais a noite chegue, só consigo rabiscar uma ou outra frase sem sentido. Há pouco apaguei uma mensagem no meu celular. Um “eu te amo” que com certeza foi digitado na correria de um dia que está apenas começando. É fevereiro. Mais alguns dias e estaremos no carnaval. Apaguei a mensagem porque agora não é hora de pensar no amor. Não porque é carnaval. Eu apenas não estou afim. Resolvi de maneira racional que agora só me apaixono daqui alguns anos. Uma simples decisão. Que obviamente não vou cumprir. Por que? Porque eu nunca escolhi em que momento da vida eu iria me apaixonar. E não venham me dizer que vocês escolheram. Até porque o amor ou a paixão – ou qualquer estado de encantamento que resulte nesses dois sentimentos - pode acontecer em qualquer momento. Pode até mesmo acontecer agora enquanto eu escrevo esse texto e de repente alguém se faz presente no meu pensamento e eu percebo que já era. Pronto. Passou a racionalidade. Porque o amor existe para ser vivido. E o amor está em todos os lugares. Está nas mensagens apagadas. Está nas cartas que você nunca recebe. Está até mesmo naquela balada lotada de pessoas que dançam de maneira estranha até o amanhecer. O amor está em todas as pessoas e facilmente pode ser encontrado. As pessoas é que andam complicando demais. Parece que se tornou uma espécie de moda querer se apaixonar, mas não querer que seja exatamente agora. E então as pessoas reclamam. Reclamam quando se apaixonam, reclamam quando não. Enquanto isso o amor, a paixão e o encantamento estão em todos os becos sem saída e as pessoas continuam passando batidas por eles. Quando o encontram numa barba por fazer o querem com o rosto liso. Com olhos azuis, preferem os castanhos. Alguns quilos acima do peso e se voltam para a academia. Quando perto, se sentem sufocadas. Quando longe, desistem. E depois dizem que o amor é complicado demais. Nós é que somos. Estipulamos datas para tudo hoje em dia. Até mesmo para se apaixonar. Quem dirá para o amor. Ainda há quem acredite em “para sempre”, mas quem é que vai querer começar uma história assim aos vinte anos de idade com o carnaval chegando? Existe amor em todos os cantos, mas insistem em procurar. Esqueçam. O amor há de surgir na sua frente com olhos verdes, cabelo desarrumado e calça jeans. Você espera mesmo por uma roupa mais social? O seu amor pode muito bem surgir vestido de bermuda e abada. Fazer o que? Carnaval não é vacina para não se apaixonar.

Por Camila Aguilera

2 comentário(s):

Gabi Leonel disse...

"O amor há de surgir na sua frente com olhos verdes, cabelo desarrumado e calça jeans."
Adorei o post, muito bom! E ah, concordo plenamente contigo! haha
Beijos e ótimo feriado :*

http://fugaadarealidade.blogspot.com/

JúÙh' disse...

Não sei cono vim parar em seu blog, mas adorei desde as primeiras palavras... saio dele com a certeza de voltar inúmeras vezes adorei!
beijOs'