segunda-feira, 15 de abril de 2013

DEZESSEIS DE ABRIL DE DOIS MIL E TREZE


Vinte e quatro anos. Alguns dizem que eu mal comecei a viver. Eu apenas sinto – por mais estranho que pareça – uma calma em dizer que vivi esses anos todos de maneira equilibrada. Mesmo que o meu equilíbrio possa não ser visto como o que seria ideal. Farei terapia. Os anos estão passando e eu não sei mais quantas vezes me indicaram para que eu possa me sentir melhor. Talvez, seja realmente importante. O que eles não sabem é que talvez seja para eles também. Não direi. Poderia desestruturá-los. E durante esse tempo, aprendi que preciso de pessoas felizes – ou ao menos que fingem estar felizes – pra que a vida caminhe de maneira agradável. Dezesseis de abril de dois mil e treze. Dessa vez, eu só parei de pensar e esperei que chegasse. Não escrevi sobre os dias bons que tive até certa quinta-feira e muito menos sobre o que alguns chamam de “inferno astral”. As pessoas não querem saber sobre essas coisas que os astrólogos dizem e muito menos sobre seus dias felizes. Os tristes, talvez. Quem vem até esse blog, deve vir por mera curiosidade ou por buscar refugio em algum texto de quem ousa tanto sentir que acaba por lhes passar a mão sobre a cabeça enquanto diz que toda essa fossa – que parece interminável - um dia acaba por passar. Passa. Eu posso lhes garantir que passa. Ao contrario do ano passado quando escrevi um texto vinte e três dias antes do meu aniversário e esperava de maneira ansiosa e quase doentia por dias melhores, passo por uma das melhores fases dos últimos anos. Sem nenhuma paixão, é claro. Se é que lhes interessa saber. Não digo que estou feliz porque não estou apaixonada, mas também não posso negar que é bom ter a tranquilidade de acordar cedo e pensar que talvez aquele seja o dia de se apaixonar por uma nova pessoa. Ou por uma nova cor que surge no céu no final da tarde. Um dia, li algo que era mais ou menos assim “quando você não tem o amor, você ainda tem os caminhos”. Algo é certo, eu tenho encontrado inúmeros caminhos. Longos, curtos, atalhados. Desvendo-os. Sigo em frente. Apenas não volto. Vinte e quatro anos. Augustana continua tocando no meu som em noites como essa de segunda-feira que trazem saudade e vontade de tomar uma cerveja. Vinte e quatro anos. Sentindo o que o destino me traz. O que eu busco por força própria. No fim de tudo, peço apenas que não me reste nada mais do que a vontade de continuar vivendo, mesmo que pareça loucura. Vinte e quatro anos. Envelhecer não dói. 

Por Camila Aguilera

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