terça-feira, 11 de agosto de 2015

DIA 11

Você começou a escrever esse texto para registrar que esses dias você tem descoberto novas formas de amar. Dias novos. Pessoas antigas. Você tem encerrado tantos ciclos nesse ano que chega a sorrir em meio a dias doloridos. Hoje, no dia 11 de agosto de 2015 foi a primeira vez que você ligou pro Preto depois que ele se mudou pra João Pessoa. A melhor parte foi quando ele atendeu e vocês gargalharam juntos. A pior parte era os quase três mil quilômetros que te separavam de dar um abraço nele. Era o que você queria. Com o tempo você aprendeu o que sua tia disse muitas vezes durante anos: a gente não tem tudo o que gente quer. Você passou por momentos que você quase nem se lembrou que ele tinha ido embora. Na quarta-feira foi mais difícil. Hoje também está sendo. Só que você tem passado por isso. Há novas formas de amar. Ou de continuar amando. Apesar do tempo, da distância. Há amor pulsando dentro de você quando seu melhor amigo atende a ligação do outro lado do pais com uma boa gargalhada. Há um lugar conhecendo o que você conhece tão bem tem quatro anos. Você aprendeu a libertar apesar da tristeza que vem de vez em quando. Vai passar. O tempo. Os quilômetros. Seja por terra ou por céu. Seja quando for. Onde for. Você poderá abrir os olhos e dar de cara com o sorriso do seu amigo. Você pode pegar uma fotografia e olhar por horas seguidas. Você pode fechar os olhos. O riso permanecerá vivo. Tem coisas que não caem no esquecimento. Tem novas formas de amar e permanecer viva apesar de.